Pratique questões de medicina
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Uma menina de 11 anos, previamente hígida, é levada ao Departamento de Emergência por dor intensa no joelho direito há 24 horas, com dificuldade para deambular. A mãe relata que, cinco dias antes, a criança apresentou dor e edema no tornozelo esquerdo, com resolução espontânea após aproximadamente 72 horas. Há três semanas apresentou odinofagia e febre, tratadas apenas com analgésicos.
Na admissão:
Apresenta joelho direito quente, edemaciado e doloroso à mobilização, sem alterações atuais no tornozelo esquerdo. À ausculta cardíaca, não são identificados sopros. Não há lesões cutâneas ou movimentos involuntários.
Exames iniciais:
Diante da suspeita de febre reumática, é realizado ecocardiograma point-of-care
Considerando os critérios diagnósticos aplicáveis à população brasileira, qual é a interpretação mais adequada?

O diagnóstico não pode ser estabelecido porque a ausência de sopro exclui cardite clínica, e as alterações no ECG não constituem critério maior.
O diagnóstico permanece apenas provável, pois a paciente apresenta um único critério maior — artrite migratória — e critérios menores; alterações ecocardiográficas sem manifestações auscultatórias não integram os critérios maiores.
O primeiro surto de febre reumática pode ser estabelecido pela presença de dois critérios maiores — acometimento articular e cardite subclínica — associados à evidência de infecção estreptocócica prévia; o achado ecocardiográfico modifica decisivamente a classificação diagnóstica.
O diagnóstico deve ser descartado porque a artrite reumática exige acometimento simultâneo de pelo menos três grandes articulações, não sendo suficiente a migração sequencial entre tornozelo e joelho.
O diagnóstico pode ser estabelecido exclusivamente pela combinação de febre, PCR/VHS elevados e prolongamento do PR, independentemente da demonstração de infecção estreptocócica prévia.