Pratique questões de medicina
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Um residente de nefrologia recebe, durante uma discussão anátomo-clínica, duas lâminas histológicas para análise de amostras obtidas por biópsia renal de um paciente com suspeita de doença túbulo-intersticial. A primeira lâmina apresenta coloração padrão com Hematoxilina e Eosina (H&E), na qual se observam glomérulos bem delimitados, túbulos com citoplasma eosinofílico e núcleos basofílicos bem definidos. A segunda lâmina, colorida com o Tricrômico de Mallory, mostra detalhadamente túbulos contorcidos proximais, com evidência nítida da borda em escova e membrana basal intensamente coradas em azul.

Lamina I. Fonte: https://www.shutterstock.comptcatalogq=H%26E%20kidney

Lamina II. Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kidney-proximal-convoluted-tubules-mallorys-trichrome-795137380
Considerando os princípios histoquímicos dessas colorações e seus usos na prática médica, qual é a interpretação mais correta sobre a escolha dessas técnicas para investigação morfológica renal?
A coloração H&E utiliza hematoxilina, um corante básico que se liga a ácidos nucleicos, e eosina, que evidencia proteínas citoplasmáticas, sendo adequada para avaliação geral da arquitetura tecidual.
A coloração tricrômica é ideal para estudo da densidade mitocondrial, pois realça estruturas intracelulares com maior contraste que a H&E.
Ambas as colorações utilizam o mesmo princípio ácido-básico e não diferem significativamente na visualização de membranas basais ou matriz extracelular.
A coloração H&E permite destacar fibras colágenas e matriz extracelular, sendo superior ao Tricrômico de Mallory na identificação de fibrose intersticial.
A coloração de Mallory é preferida para avaliação de alterações celulares nucleares devido ao seu contraste intenso entre núcleo e citoplasma.