Pratique questões de medicina
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Um paciente masculino, 58 anos, com histórico de hipertensão arterial e dislipidemia, comparece ao pronto-socorro por sentir episódios recorrentes de palpitações e tontura. Ele nega dor torácica, síncope ou dispneia. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 138/85 mmHg, frequência cardíaca de 76 bpm e bulhas cardíacas normofonéticas, sem sopros.
O eletrocardiograma (ECG) revela QRS alargado (125 ms), sem morfologia clássica de bloqueio de ramo direito ou esquerdo, sem ondas R entalhadas em derivações laterais ou padrão rsR’ em V1.
Com base nesses achados, quais critérios são mais úteis para diferenciar um bloqueio de ramo de um distúrbio inespecífico de condução?
A presença de um QRS alargado com morfologia típica de rsR’ em V1 sugere um bloqueio de ramo direito verdadeiro.
Bloqueios de ramo apresentam QRS ≥120 ms, enquanto os distúrbios inespecíficos de condução geralmente ocorrem com QRS <120 ms e padrão atípico.
O diagnóstico de bloqueio de ramo direito ou esquerdo só pode ser feito em pacientes com cardiomiopatias estruturais, pois não ocorrem em corações normais.
A ausência de empastamento das ondas R em V5-V6 e de padrão rsR’ em V1 exclui bloqueios de ramo, sugerindo distúrbio inespecífico de condução.
Distúrbios inespecíficos de condução apresentam desvio extremo do eixo elétrico do coração (>180º), enquanto bloqueios de ramo sempre mantêm eixo elétrico normal.