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Um paciente jovem de 23 anos é atendido em unidade de emergência após episódio de síncope durante uma prova de triatlo. Ele foi rapidamente reidratado e, devido à persistência da hipotensão (PA 82/46 mmHg), foi iniciada uma infusão de adrenalina em dose baixa, resultando em melhora da perfusão periférica, discreta redução da resistência vascular sistêmica e aumento da pressão arterial.
Minutos depois, com o agravamento da hipotensão, a infusão foi ajustada para dose alta, levando à vasoconstrição intensa, palidez cutânea e aumento abrupto da pressão arterial. A imagem a seguir ilustra graficamente esses efeitos sobre o lúmen vascular.

Fonte: Shutterstock.com. Adaptado.
Considerando os diferentes efeitos farmacológicos da adrenalina sobre os receptores adrenérgicos, qual alternativa melhor explica o fenômeno descrito?
A adrenalina ativa apenas receptores alfa-2 em baixa dose, promovendo vasodilatação por inibição simpática central.
A baixa dose de adrenalina ativa os receptores alfa-1, enquanto a alta dose ativa os beta-1 e causa vasodilatação periférica.
A alta dose de adrenalina leva à ativação de receptores beta-2, com aumento de cAMP e vasodilatação reflexa.
Em baixa dose, há predominância de ação nos receptores beta-2, promovendo vasodilatação; em alta dose, há predomínio da ação nos receptores alfa-1, promovendo vasoconstrição.
Em ambas as doses, há ativação exclusiva de receptores beta-1, com efeitos semelhantes no tônus vascular.