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Um paciente do sexo masculino, 52 anos, com diagnóstico de esclerose múltipla há 6 anos, comparece ao ambulatório de neurologia com queixas de espasticidade progressiva em membros inferiores, relatando rigidez muscular intensa e desconforto ao deambular, além de espasmos noturnos que interferem no sono. Após revisão do quadro clínico, o neurologista opta por iniciar um tratamento com baclofeno por via oral.
Três semanas após o início da medicação, o paciente retorna referindo melhora da espasticidade, porém com episódios frequentes de fadiga intensa, tonturas e uma sensação de fraqueza generalizada. Relata ainda ter suspendido o medicamento abruptamente há dois dias por conta própria, devido ao medo de estar sofrendo efeitos colaterais. Desde então, vem apresentando piora acentuada da rigidez e episódios de alucinações visuais.
Considerando o quadro clínico e as propriedades farmacológicas do baclofeno, qual das alternativas abaixo representa a explicação mais completa e correta sobre o fármaco em questão?
O baclofeno age como agonista do receptor GABA_A, promovendo sedação e bloqueio da condução periférica nos motoneurônios, o que explica a fraqueza muscular relatada.
Os efeitos colaterais observados no paciente, como fraqueza e fadiga, são causados pela ação colinérgica central do baclofeno, que estimula diretamente os núcleos motores da medula espinal.
A interrupção abrupta do baclofeno não tem impacto clínico relevante, uma vez que sua meia-vida curta previne efeitos de rebote significativos.
A principal contraindicação do baclofeno está relacionada à sua potente ação simpaticomimética, que pode desencadear crises hipertensivas em pacientes com lesão medular crônica.
O baclofeno atua como agonista dos receptores GABA_B no sistema nervoso central, promovendo hiperpolarização neuronal e redução da excitabilidade motora; seus efeitos adversos mais comuns incluem sedação, fraqueza e, em caso de retirada súbita, risco de alucinações e exacerbação da espasticidade.