Pratique questões de medicina

Estude para o ENAMED, concursos e provas de título no Sanarmed.com, é grátis.

Oferecido por


Um paciente de 76 anos, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave, insuficiência cardíaca congestiva avançada e nefropatia crônica, é admitido na UTI devido a um quadro de choque séptico de provável foco respiratório. Ele foi intubado e iniciou suporte com ventilação mecânica e drogas vasoativas. Como há incerteza prognóstica, a equipe opta por um trial de UTI de 72 horas para avaliar sua resposta às intervenções intensivas.

Após esse período, os seguintes achados são registrados:

  • Persistência da ventilação mecânica, sem sinais de melhora na complacência pulmonar.
  • Necessidade de doses crescentes de noradrenalina, sem estabilidade hemodinâmica.
  • Oligúria e piora da função renal, com indicação de terapia dialítica contínua.
  • Lactato sérico elevado (5,1 mmol/L), sugerindo hipoperfusão persistente.
  • Declínio progressivo do nível de consciência.

Diante do prognóstico reservado, a equipe médica agenda uma reunião com os familiares para discutir a evolução do paciente e as opções terapêuticas. Durante a conversa, a família relata que o paciente sempre disse que “faria de tudo para viver” e que não deseja limitar os tratamentos, mesmo em condições críticas. No entanto, a equipe entende que a continuidade do suporte intensivo pode estar se tornando um tratamento fútil. Diante desse cenário, qual das condutas a seguir melhor respeita os princípios da tomada de decisão compartilhada no trial de UTI?

A

Explicar que, apesar da vontade do paciente, o tratamento intensivo prolongado pode resultar em sofrimento sem benefício real, propondo a transição para cuidados paliativos, mas considerando a necessidade de um tempo adicional para que a família processe a informação.

B

Retirar imediatamente todas as medidas de suporte, pois a justiça exige que os recursos da UTI sejam direcionados para pacientes com maior possibilidade de recuperação.

C

Decidir pela suspensão do suporte intensivo, pois a beneficência e a não maleficência determinam que manter intervenções invasivas sem expectativa de recuperação funcional configura futilidade terapêutica.

D

Manter todas as medidas invasivas por mais 48 horas, pois a incerteza prognóstica ainda não permite uma decisão definitiva, evitando qualquer ação que possa gerar conflito familiar.

E

Respeitar a vontade da família e continuar o suporte intensivo, pois a autonomia do paciente, mesmo expressa indiretamente, deve prevalecer sobre qualquer outro princípio.

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀