Pratique questões de medicina
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Um paciente de 64 anos, tabagista de longa data, com carcinoma epidermoide de esôfago distal irressecável, apresenta piora progressiva da disfagia e episódios recorrentes de pneumonia aspirativa nas últimas semanas. Ele refere tosse intensa imediatamente após a ingestão de líquidos e sensação de engasgo constante.
A tomografia computadorizada de tórax evidencia uma comunicação anômala entre o esôfago distal e a parede posterior da traqueia. A broncoscopia confirma a presença de uma fístula traqueoesofágica, com contaminação da via aérea por secreções digestivas. O paciente apresenta estado nutricional debilitado, com perda ponderal de 8 kg nos últimos dois meses, e função pulmonar comprometida.
Diante desse quadro, qual é a melhor abordagem terapêutica inicial?
Realizar esofagostomia de derivação e traqueostomia definitiva para reduzir o risco de aspiração e permitir alimentação segura.
Iniciar corticoterapia e antibioticoterapia de longo prazo para minimizar a inflamação e adiar intervenções invasivas.
Submeter o paciente à radioterapia e quimioterapia neoadjuvantes antes de qualquer decisão cirúrgica definitiva.
Posicionar um stent esofágico autoexpansível para vedar a fístula e associar nutrição enteral para suporte metabólico.
Indicar ressecção esofágica com reconstrução do trânsito digestivo e fechamento da fístula para evitar complicações pulmonares.