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Um paciente de 62 anos, sexo masculino, com história de doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca congestiva classe III (NYHA), é internado na UTI após episódio de descompensação clínica. Apresenta-se confuso, com pressão arterial de 80x60 mmHg, frequência cardíaca de 118 bpm, sinais de hipoperfusão periférica e débito urinário < 0,3 mL/kg/h. A ausculta pulmonar revela estertores crepitantes bilaterais, e o ecocardiograma evidencia fração de ejeção de 30%. Após estabilização inicial, a equipe assistente considera o início de suporte nutricional. O paciente encontra-se em jejum absoluto há 72 horas, sem condições de alimentação oral ou enteral devido à íleo paralítico. A terapia nutricional parenteral é cogitada como alternativa.
Com base na avaliação clínica e farmacológica, qual conduta é mais apropriada neste momento?
Iniciar nutrição parenteral periférica com solução glicídico-proteica de baixa osmolaridade para evitar sobrecarga hemodinâmica.
Contraindicar a terapia nutricional parenteral devido à instabilidade hemodinâmica e retenção hídrica, priorizando suporte clínico e otimização hemodinâmica antes da nutrição intravenosa.
Adotar dieta hipocalórica por via parenteral com restrição de lipídios, priorizando o uso de aminoácidos e eletrólitos para evitar disfunções metabólicas.
Prescrever nutrição enteral via sonda nasojejunal associada a procinéticos, mesmo na presença de íleo paralítico, para estimular motilidade intestinal.
Iniciar nutrição parenteral central imediatamente com emulsões lipídicas ricas em TCM e alto aporte calórico, visando correção precoce do déficit energético.