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SANARFLIX - 2025
Um paciente de 61 anos, com obesidade grau III (IMC: 43 kg/m²), apresenta diagnóstico recente de adenocarcinoma de endométrio em estágio inicial, detectado após investigação de sangramento uterino pós-menopausa. A paciente está em uso de anti-hipertensivos e relata dieta rica em gorduras saturadas e carboidratos simples. Seus exames mostram hiperinsulinemia e baixos níveis séricos de adiponectina. Durante a discussão em equipe multiprofissional, aborda-se o papel da obesidade como fator causal para o câncer ginecológico, e são discutidos mecanismos fisiopatológicos subjacentes.
Considerando o cenário clínico e os conhecimentos atuais, qual das afirmações abaixo expressa o mecanismo mais abrangente e fisiologicamente fundamentado que liga a obesidade ao câncer de endométrio nessa paciente?
Aumento da expressão de IL-10 no tecido adiposo, que atua como estimulador mitótico do epitélio endometrial.
Conversão periférica de andrógenos em estrógenos no tecido adiposo, associada à resistência insulínica e desequilíbrio de adipocinas.
Produção exacerbada de adiponectina em tecido visceral, levando à apoptose celular e regeneração endometrial aberrante.
Ativação do eixo leptina-grelina, promovendo disbiose intestinal e estímulo estrogênio-independente da proliferação endometrial.
Supressão da via de sinalização do TNF-alfa no tecido adiposo, reduzindo resposta imune e facilitando escape tumoral precoce.