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Um paciente de 56 anos, com histórico de etilismo crônico e episódios anteriores de hepatite viral, apresenta quadro clínico de astenia progressiva, icterícia, distensão abdominal e perda de peso nos últimos meses. Exames laboratoriais mostram bilirrubina total aumentada às custas da fração direta, hipoalbuminemia e tempo de protrombina alargado. A biópsia hepática evidencia extensa fibrose septal em ponte, com nódulos regenerativos circundados por infiltrado inflamatório crônico, composto por linfócitos, plasmócitos e numerosos macrófagos com pigmento intracitoplasmático amarronzado. Com base no quadro descrito, qual das alternativas melhor explica o impacto do infiltrado inflamatório crônico e da função dos macrófagos nesse contexto?
A presença de linfócitos e plasmócitos é típica de inflamação aguda hepática e indica processo infeccioso ativo, sendo os macrófagos incapazes de processar pigmentos biliares.
O infiltrado inflamatório impede a diferenciação de células progenitoras hepáticas e induz apoptose dos hepatócitos viáveis, agravando o processo de esteatose hepática.
Os macrófagos presentes fagocitam a bilirrubina circulante, acumulando pigmentos intracelulares que os tornam escurecidos; sua presença em grande número indica regeneração eficaz.
A coloração escura dos macrófagos está relacionada à fagocitose de pigmentos biliares; sua abundância reflete um processo inflamatório crônico que contribui para a falência da regeneração hepática e perda funcional progressiva.
A fibrose septal e os macrófagos pigmentados indicam processo de regeneração hepática em fase avançada, com tendência à reversão do dano parenquimatoso.