Pratique questões de medicina
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Um menino de 4 anos é levado ao pronto-socorro com febre de baixa intensidade há 10 dias, inapetência progressiva, distensão abdominal e tosse seca intermitente. Os pais referem que a criança brinca frequentemente descalça em um quintal de terra com presença constante de fezes de gatos. Ao exame físico, destaca-se hepatomegalia indolor a 4 cm do rebordo costal direito e sibilância difusa à ausculta pulmonar. O hemograma revela leucocitose com eosinofilia acentuada (19%), anemia normocítica leve, e elevação discreta de ALT e AST. A radiografia de tórax mostra infiltrado pulmonar bilateral mal definido. A pesquisa de ovos e parasitas nas fezes foi negativa, e a sorologia para Toxocara spp. é não reagente.
Com base no quadro clínico-laboratorial e na epidemiologia envolvida, qual é a conduta mais apropriada para esse paciente?
Instituir tratamento com mebendazol por 3 dias e repetir a sorologia após 30 dias, considerando toxocaríase em fase inicial com soroconversão tardia.
Iniciar tiabendazol sistêmico em esquema de 7 dias, pela suspeita de larva migrans visceral causada por Ancylostoma braziliense, e acompanhar com exames de imagem seriados.
Realizar coprocultura com diferenciação larval e, em caso positivo para nematoides, iniciar ivermectina oral em associação com antihistamínicos.
Iniciar albendazol 400 mg/dia por 5 dias e corticoterapia oral em baixa dose, com biópsia hepática guiada por imagem para confirmação etiológica.
Prescrever albendazol 400 mg duas vezes ao dia por 5 a 7 dias associado a corticosteroide sistêmico, considerando larva migrans visceral por helminto zoonótico, mesmo na ausência de confirmação sorológica.