Pratique questões de medicina
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Um homem de 68 anos com histórico de insônia inicial, ansiedade generalizada e doença hepática compensada é atendido na unidade básica de saúde para revisão de medicação. O clínico decide iniciar tratamento com benzodiazepínico, mas se preocupa com os riscos de acúmulo da droga, sedação excessiva e quedas. Ele opta por um fármaco com metabolismo predominantemente por conjugação, meia-vida intermediária e baixo risco de interações por enzimas do citocromo P450.
Considerando as características farmacocinéticas dos benzodiazepínicos e os parâmetros terapêuticos ideais para idosos e hepatopatas, qual a escolha mais apropriada de ansiolítico e justificativa farmacológica?
Diazepam, pois possui longa meia-vida e metabólitos ativos, garantindo efeito prolongado e menor frequência posológica.
Alprazolam, devido à sua metabolização por CYP3A4, que é acelerada em pacientes idosos e reduz o risco de sedação.
Clonazepam, por sua ação prolongada e metabolização hepática intensa, útil para evitar múltiplas doses diárias.
Lorazepam, pela conjugação hepática independente do sistema enzimático CYP450 e perfil de meia-vida intermediária, ideal em idosos com função hepática reduzida.
Midazolam, pois sua via de administração sublingual e metabolismo hepático rápido garantem maior segurança em pacientes com doença hepática.