Pratique questões de medicina
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Durante a residência em psiquiatria, uma médica avalia um paciente de 35 anos com queixas de ansiedade intensa, crises de pânico recorrentes e insônia. A história clínica revela trauma psicológico na infância e episódios de hipervigilância, mesmo na ausência de estímulos ameaçadores. O exame neuropsiquiátrico não mostra sinais de psicose, mas indica forte resposta autonômica frente a situações estressantes. A médica decide iniciar tratamento com um ansiolítico que não induza sedação importante nem risco significativo de dependência, e opta por um fármaco cujo mecanismo envolve modulação serotoninérgica sem ação direta sobre receptores GABA.
Sabendo-se que a amígdala cerebral é a estrutura central envolvida na detecção e resposta a ameaças, com projeções diretas para o hipotálamo, locus coeruleus e córtex pré-frontal, e que essas conexões estão hiperativadas em transtornos de ansiedade, qual das alternativas abaixo melhor explica a ação e a escolha do fármaco para esse paciente?
A administração de mirtazapina é apropriada, pois sua ação como antagonista de receptores alfa-2 aumenta a noradrenalina na amígdala, potencializando o circuito de alerta e diminuindo sintomas ansiosos.
A escolha por paroxetina se deve à sua ação antagonista direta nos receptores NMDA da amígdala lateral, reduzindo a plasticidade sináptica e interrompendo a consolidação de memórias traumáticas.
O uso de clonazepam é indicado por sua ligação aos receptores GABA-A na amígdala, reduzindo a liberação de noradrenalina no locus coeruleus e promovendo sedação imediata.
A buspirona é uma escolha adequada, pois atua como agonista parcial dos receptores 5-HT1A, reduzindo a excitabilidade dos neurônios da amígdala sem atuar nos receptores GABA-A, minimizando risco de sedação e dependência.
A prescrição de diazepam é preferida, uma vez que seu efeito no receptor GABA-B promove aumento da dopamina mesolímbica, regulando os núcleos centrais da amígdala e reduzindo o medo condicionado.