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Um homem de 68 anos, com história prévia de DPOC e insuficiência renal crônica, é admitido com quadro de fraqueza generalizada, taquicardia, e hipotensão arterial progressiva nas últimas 12 horas. Na admissão, apresenta PA de 84×52 mmHg, FC 116 bpm, FR 24 irpm, SatO₂ 94% em ar ambiente, T 36,5 ºC. Está consciente, mas desorientado no tempo. O tempo de enchimento capilar é de 4 segundos. O exame físico revela extremidades frias, pele pegajosa e oligúria. A gasometria mostra acidose metabólica com pH 7,28 e lactato de 5,4 mmol/L. Apesar da hipotensão significativa, o paciente ainda apresenta débito urinário e não há evidência clínica de sangramento, infecção ou obstrução mecânica.
Com base nos conceitos fisiológicos atuais, qual a melhor interpretação para este quadro?
O diagnóstico de choque está presente, mesmo na ausência de hipotensão prévia, pois há evidências de hipoperfusão tecidual e desbalanço entre oferta e consumo de oxigênio.
O diagnóstico de choque deve ser descartado, uma vez que a perfusão tecidual ainda está mantida em órgãos nobres.
O paciente está em choque, definido pela presença de hipotensão arterial sustentada com necessidade de vasopressor.
A presença de lactato elevado, isoladamente, não é suficiente para definir choque, sendo necessário o colapso circulatório completo.
A definição de choque depende exclusivamente da mensuração do débito cardíaco por métodos invasivos.