Pratique questões de medicina
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Um homem de 62 anos, internado em UTI com diagnóstico de sepse abdominal secundária a perfuração intestinal, encontra-se em ventilação mecânica e sem condições clínicas para nutrição oral. Seu histórico inclui diabetes tipo 2 mal controlado, doença renal crônica estágio 3 e diarreia persistente nas últimas 48 horas. A equipe opta por iniciar terapia nutricional enteral por via nasojejunal com bomba de infusão contínua.
Durante os primeiros dias de TNE, o paciente apresenta hiponatremia leve, hiperglicemia persistente (mesmo com controle insulinêmico) e sinais de desconforto abdominal leve, porém sem distensão ou vômitos. A equipe multiprofissional revisa os parâmetros laboratoriais, volume infundido e tipo de dieta.
Considerando o quadro clínico, os achados laboratoriais e os princípios da farmacologia nutricional enteral, qual das condutas a seguir é a mais apropriada neste momento?
Manter a fórmula polimérica padrão, aumentar o volume de infusão e iniciar suplemento modular hipercalórico para prevenir catabolismo proteico.
Substituir imediatamente a dieta por fórmula elementar hiperosmolar e aumentar a velocidade de infusão para compensar a perda calórica da diarreia.
Manter a infusão contínua e adicionar fibra solúvel à dieta atual para reduzir a hiperglicemia e favorecer o controle do trânsito intestinal.
Trocar a via de infusão para gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) para otimizar absorção de sódio e reduzir o risco de hiponatremia.
Substituir a fórmula atual por dieta oligomérica e ajustar a oferta hídrica, mantendo a infusão contínua com monitoramento rigoroso de eletrólitos e glicemia.