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SANARFLIX - 2026
Um homem de 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, em uso irregular de insulina, é admitido no pronto-socorro com quadro de cefaleia intensa em região frontal e retro-orbitária à direita, obstrução nasal e febre há 5 dias. Evoluiu nas últimas 24 horas com edema periorbitário importante, diplopia e redução da acuidade visual à direita.
Ao exame físico, encontra-se prostrado, febril (38,9°C), com glicemia capilar de 428 mg/dL e sinais de cetoacidose diabética. Observa-se edema palpebral, oftalmoplegia parcial e área enegrecida em concha nasal média direita à rinoscopia. A tomografia computadorizada evidencia velamento de seios etmoidais e esfenoidal direitos, com erosão óssea focal. A ressonância magnética sugere extensão para o ápice orbitário.
Considerando o quadro clínico e os conhecimentos clássicos exigidos em provas de residência médica sobre sinusopatias graves, qual é a conduta mais adequada neste momento?
Iniciar antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro e aguardar estabilização metabólica antes de qualquer abordagem cirúrgica.
Realizar drenagem endoscópica dos seios acometidos e iniciar anfotericina B intravenosa imediatamente, associada ao controle rigoroso da glicemia.
Prescrever corticoide sistêmico em altas doses para reduzir o edema orbitário e preservar a função visual.
Iniciar voriconazol intravenoso como monoterapia, devido à alta eficácia contra fungos filamentosos.
Optar por tratamento conservador com antifúngico oral e acompanhamento clínico diário, considerando a estabilidade hemodinâmica do paciente.