Pratique questões de medicina
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Um homem de 56 anos, vítima de politrauma após colisão veicular, é admitido no pronto-socorro com fratura exposta de fêmur direito, lacerações torácicas e dor intensa (EVA 9/10). Está consciente, normotenso, com bom padrão respiratório. Tem antecedente de transtorno depressivo maior, atualmente em uso de antidepressivo tricíclico (amitriptilina), e histórico familiar de transtorno bipolar. A equipe decide iniciar analgesia com opioides intravenosos, mas opta por evitar substâncias com alta afinidade por receptores kappa (κ). Durante a internação, o paciente apresenta resposta analgésica adequada, mas evolui com confusão mental leve e retenção urinária.
Com base nos mecanismos moleculares dos receptores opioides e nas particularidades clínicas, qual a melhor justificativa para as escolhas neste cenário?
Administrou-se um agonista mu puro, que aumentam a liberação de neurotransmissores excitatórios na medula espinhal e no cérebro, justificando a analgesia, mas também os efeitos centrais e autonômicos observados.
Preferiu-se um antagonista dos receptores kappa, que reduz a ativação de vias dopaminérgicas mesolímbicas, conferindo analgesia sem euforia ou dependência.
Indicou-se um agonista parcial dos receptores mu, como a buprenorfina, pois ela bloqueia os efeitos adversos urinários e cognitivos dos agonistas completos.
Evitou-se um agonista kappa, pois a ativação desse receptor está associada à disforia, alucinações e maior risco de reações psicóticas, especialmente em indivíduos com transtornos de humor.
Utilizou-se um agonista seletivo do receptor delta, que promove analgesia central sem risco de tolerância ou efeitos colaterais neuropsíquicos, sendo ideal para pacientes psiquiátricos.