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Um homem de 52 anos, obeso (IMC de 34 kg/m²), com circunferência abdominal de 114 cm, apresenta exames com os seguintes resultados: glicemia de jejum de 118 mg/dL, triglicerídeos de 268 mg/dL, HDL-colesterol de 35 mg/dL e LDL-colesterol de 108 mg/dL. Não possui diagnóstico prévio de diabetes ou dislipidemia. A pressão arterial aferida é de 136/88 mmHg. O médico considera o diagnóstico de síndrome metabólica e explica ao paciente que a resistência insulínica contribui não apenas para alterações glicêmicas, mas também para alterações qualitativas nas lipoproteínas, que agravam o risco cardiovascular.
Com base na fisiopatologia da resistência insulínica e seus efeitos sobre o metabolismo lipídico, qual das afirmativas a seguir está mais correta?
A resistência à insulina aumenta a atividade da lipoproteína lipase hepática, levando à formação de partículas de LDL maiores e mais leves, com menor potencial aterogênico.
O excesso de ácidos graxos livres liberados do tecido adiposo abdominal é captado pelo fígado, estimulando a síntese de VLDL e promovendo hipertrigliceridemia.
A resistência insulínica reduz a captação hepática de LDL-colesterol, elevando sua concentração plasmática de forma isolada e precoce, mesmo sem alteração nos triglicerídeos.
A dislipidemia associada à síndrome metabólica é caracterizada por aumento de HDL-colesterol, secundário à troca de ésteres de colesterol entre VLDL e HDL.
A modificação da LDL sob ação da insulina leva à formação de partículas maiores e mais estáveis, que são menos propensas à oxidação e à formação de placas.