Pratique questões de medicina
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Um homem de 46 anos, gerente de uma empresa de tecnologia, refere dormir em média 5 horas por noite há aproximadamente oito anos devido à rotina profissional. Nos finais de semana costuma dormir 9 a 10 horas por noite, sentindo melhora importante da sonolência. Nega dificuldade para iniciar ou manter o sono quando dispõe de tempo suficiente para dormir.
Nos últimos três anos apresentou ganho ponderal de 12 kg, diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica e alteração da glicemia de jejum, sendo recentemente classificado como portador de pré-diabetes. O exame físico revela IMC de 32 kg/m², pressão arterial de 148 × 92 mmHg e circunferência abdominal aumentada.
Qual mecanismo fisiopatológico explica de forma mais consistente a associação entre a síndrome do sono insuficiente e o desenvolvimento das alterações metabólicas e cardiovasculares observadas?
A privação crônica de sono promove aumento sustentado da secreção de melatonina, levando à resistência insulínica e à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
A redução do tempo de sono determina diminuição persistente da atividade simpática, favorecendo retenção hídrica e elevação da pressão arterial.
O sono insuficiente reduz a produção de cortisol e catecolaminas, ocasionando hiperfagia compensatória e disfunção endotelial.
A restrição crônica do sono promove hiperatividade simpática, ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, aumento de citocinas pró-inflamatórias, resistência à insulina, alterações dos hormônios reguladores do apetite (↑ grelina e ↓ leptina) e disfunção endotelial, aumentando o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.
As alterações metabólicas observadas decorrem exclusivamente da redução da prática de atividade física causada pela sonolência diurna, sem participação de mecanismos neuroendócrinos.