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SANARFLIX - 2025
Um homem de 45 anos, obeso, comparece para consulta de check-up após episódios recentes de fadiga aos esforços leves. Nega dor torácica, mas apresenta IMC de 35 kg/m² e circunferência abdominal de 115 cm. Os exames laboratoriais revelam triglicerídeos de 198 mg/dL, HDL-colesterol de 34 mg/dL, glicemia de jejum de 110 mg/dL e proteína C reativa ultrasensível (PCR-us) de 5,4 mg/L. A pressão arterial é de 138/84 mmHg. ECG e ecocardiograma são normais.
Com base nos conhecimentos atuais sobre a patogenia da obesidade e suas implicações vasculares, qual das afirmações abaixo é mais compatível com a situação clínica descrita?
A elevação da PCR-us nesse paciente é um achado inespecífico, não relacionado ao risco cardiovascular.
A inflamação crônica de baixo grau observada na obesidade reduz a liberação de citocinas pró-inflamatórias e protege contra a aterogênese.
A inflamação subclínica contribui para instabilidade de placas ateroscleróticas e aumenta o risco de eventos cardiovasculares mesmo na ausência de sintomas.
A obesidade reduz a atividade de macrófagos no tecido adiposo, o que justifica a menor reatividade inflamatória observada nesses pacientes.
A leptina, em pacientes obesos, apresenta níveis reduzidos, o que resulta em menor ativação imune e menor risco de doença cardiovascular.