Pratique questões de medicina
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Um homem de 45 anos, etilista crônico, dá entrada no pronto-socorro com queixa de dor abdominal intensa em faixa, localizada no epigástrio, irradiando para dorso, acompanhada de náuseas e vômitos há 12 horas. Ao exame físico, encontra-se taquicárdico (FC: 108 bpm), normotenso (PA: 120x80 mmHg) e apresenta discreta distensão abdominal com dor à palpação do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais revelam:
A tomografia computadorizada de abdome sem contraste foi realizada 24 horas após o início dos sintomas e demonstrou edema pancreático difuso, sem coleções líquidas ou necrose pancreática. Com base nos critérios de Atlanta, qual a conduta diagnóstica mais correta?
A tomografia demonstra edema pancreático, mas a ausência de necrose exclui o diagnóstico de pancreatite aguda.
A pancreatite só pode ser diagnosticada com certeza após 48 horas de evolução e confirmação por imagem.
A ausência de sinais de irritação peritoneal sugere que a dor abdominal não é de origem pancreática, sendo necessário investigar outras causas.
O diagnóstico de pancreatite aguda pode ser confirmado apenas pela elevação das enzimas pancreáticas acima de três vezes o valor normal, sem necessidade de exames de imagem.
O diagnóstico é confirmado por apresentar dois dos três critérios clínicos e laboratoriais típicos, sendo o quadro classificado como leve segundo os critérios de Atlanta.