Pratique questões de medicina
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Um adolescente de 17 anos, previamente saudável, é diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda (LLA) de células B recidivante, refratária à quimioterapia de segunda linha. Diante da gravidade do quadro e da falha terapêutica, a equipe médica opta por iniciar uma imunoterapia avançada com células T geneticamente modificadas para reconhecer o antígeno CD19. Após o processo de coleta, modificação genética e reinfusão das células, o paciente evolui com quadro de febre persistente, hipotensão arterial refratária à expansão volêmica, taquicardia, e elevação de marcadores inflamatórios séricos, como interleucina-6. Além disso, apresenta rebaixamento progressivo do nível de consciência, sem sinais de infecção ativa nos exames de imagem.
Com base na farmacologia dos imunoestimulantes e no mecanismo de ação da terapia com células CAR-T, qual das alternativas a seguir descreve corretamente os principais aspectos clínico-terapêuticos relacionados a esse tipo de tratamento?
O efeito adverso mais comum é a síndrome da lise tumoral, caracterizada por hiperuricemia, hipocalcemia, hipocalemia e elevação de lactato desidrogenase, requerendo tratamento imediato com alopurinol e hidratação vigorosa.
A síndrome de liberação de citocinas e a neurotoxicidade são eventos adversos graves da terapia com células CAR-T, sendo mediados por resposta inflamatória exacerbada e tratados com tocilizumabe e corticosteroides.
A resposta clínica da terapia com células CAR-T depende da expressão de antígenos MHC-I pelo tumor, que atua como coestimulação essencial para ativação das células T modificadas.
O principal mecanismo tóxico está relacionado à ativação das células B residuais, resultando em linfocitose grave e hiperviscosidade sanguínea, sendo tratada com imunoglobulinas intravenosas.
O tratamento é contraindicado em pacientes com imunodeficiência primária, pois requer a presença funcional de linfócitos T endógenos para a ativação das células CAR-T e posterior destruição tumoral.