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HECI - HOSPITAL EVANGÉLICO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - 2018
Paciente sexo masculino, 64 anos, hipertenso e diabético de longa data, PO tardio de revascularização miocárdica, miocardiopatia isquêmica com fração de ejeção discretamente reduzida, insuficiência renal crônica ainda sem terapia dialítica e proteinúria de 6g em 24h. Faz uso de losartan 100mg/dia, bisoprolol 10mg/dia, AAS 100mg dia, furosemida 40mg/dia, rosuvastatina 20mg/dia, mononitrado de isossorbida 40mg/dia, trimetazidina 70mg/dia e reposição oral de potássio. Internado no CTI por piora da dispnéia com BNP bastante elevado, Creatina 3,6, Uréia 190, alcalose metabólica e potássio 2,1.
Sem dúvidas essa dosagem de potássio está errada, deve ser repetida, afinal não é possível haver hipocalemia em um paciente com insuficiência renal, usando losartan e beta bloqueador.
É um quadro clássico de hipoaldosteronismo hiporreninêmico, evidenciado claramente pela alcalose metabólica e pela hipocalemia.
Inicialmente poderia até se pensar em atribuir a hipocalemia ao uso da furosemida, mas a presença de alcalose metabólica afasta definitivamente essa possibilidade.
É um possível caso de hiperaldosteronismo primário associado aos problemas já existentes, onde uma elevada atividade da renina plasmática e níveis elevados de aldosterona plasmática auxiliam na confirmação do diagnóstico. Além disso, um exame de imagem das supra-renais é fundamental.
É um possível caso de hiperaldosteronismo primário associado aos problemas já existentes, onde uma atividade da renina plasmática bastante reduzida e níveis elevados de aldosterona plasmática auxiliam na confirmação do diagnóstico. Além disso, um exame de imagem das supra-renais é fundamental.