Pratique questões de medicina
Estude para o ENAMED, concursos e provas de título no Sanarmed.com, é grátis.
Oferecido por
Estude para o ENAMED, concursos e provas de título no Sanarmed.com, é grátis.
Oferecido por
CERMAM - COMISSÃO ESTADUAL DE RESIDÊNCIA MÉDICA DO AMAZONAS - 2024
Paciente, sexo feminino, 36 anos de idade, recebeu diagnóstico de Doença de Graves há dois anos. Na ocasião, apresentava orbitopatia de Graves, proptose unilateral, bócio difuso, taquicardia e tremor de extremidades. O laboratório revelava TSH suprimido e T4 livre três vezes o limite superior da normalidade. Foi optado por iniciar tratamento com metimazol. Durante os últimos 18 meses, a paciente vem em desmame da tionamida e, atualmente, está em uso de 5 mg/dia. Os últimos exames demonstraram função tireoidiana normal e TRAb 12,0 UI/L (VR: < 1,75). US de tireoide: glândula heterogênea, com volume total de 32,7 mL. Tabagista há oito anos; nega etilismo. Ao exame: eupneica, FC 75 bpm e PA: 120 x 80 mmHg. Tireoide: bócio difuso. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Olhos: presença de orbitopatia de Graves, sem sinais de atividade, proptose unilateral. Em relação ao caso clínico, assinale a alternativa CORRETA:
As tionamidas inibem a captação de iodo pela tireoide e afetam a liberação dos hormônios já sintetizados e estocados dentro da glândula.
A paciente apresenta TRAb em títulos baixos, portanto, o uso do metimazol deve ser suspenso devido à alta possibilidade de cura.
A realização da tireoidectomia total levaria à resolução da doença de base, contribuindo para redução dos níveis do TRAb.
A exoftalmia na Doença de Graves é unilateral em 10% dos casos e no contexto de um quadro clássico de hipertireoidismo torna-se desnecessário o diagnóstico diferencial com outras patologias.