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Paciente Roberto, 54 anos, sexo masculino, comparece à consulta para controle metabólico. Possui diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) há 6 anos, em uso de Metformina, e Hipertensão Arterial em uso de Losartana. É ex-tabagista (parou há 15 anos). Nega história de infarto, AVC ou sintomas de angina e claudicação.

Exame físico: IMC 29 kg/m², PA 135/85 mmHg.

Exames laboratoriais recentes:

  • Colesterol Total: 210 mg/dL
  • HDL-c: 38 mg/dL
  • Triglicérides: 190 mg/dL
  • LDL-c: 134 mg/dL
  • HbA1c: 7,2%
  • Creatinina: 1,0 mg/dL (Taxa de filtração glomerular preservada)
  • Ausência de albuminúria.

Considerando os critérios específicos para Diabetes Mellitus da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, qual é a estratificação de risco cardiovascular deste paciente e quais são as metas terapêuticas primária (LDL-c) e coprimária (Não-HDL-c)?

A

Risco Intermediário: Meta de LDL-c < 100 mg/dL e Não-HDL-c < 130 mg/dL, pois o paciente tem menos de 10 anos de diagnóstico de diabetes e não apresenta lesão de órgão-alvo renal.

B

Risco Alto: Meta de LDL-c < 70 mg/dL e Não-HDL-c < 100 mg/dL, devido ao critério etário associado ao diagnóstico de Diabetes.

C

Risco Alto: Meta de LDL-c < 50 mg/dL e Não-HDL-c < 80 mg/dL, pois a presença de diabetes associada à hipertensão exige a meta mais rigorosa disponível para prevenir eventos.

D

Risco Muito Alto: Meta de LDL-c < 50 mg/dL e Não-HDL-c < 80 mg/dL, pois todo paciente diabético com hipertensão e dislipidemia mista é automaticamente classificado na categoria de maior gravidade.

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