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UFPE - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPE - 2010
Paciente lactante procura o consultório do pediatra de seu filho por estar apresentando um quadro de mastite infecciosa. Referindo que seu ginecologista, dentre outras medidas, receitou cefalexina;ela ficou relutante em prosseguir com o aleitamento não só pelo desconforto, mas também por temer “passar o remédio para seu filho através da amamentação”. Em relação ao uso de medicamentos e patologias durante a amamentação, qual a alternativa plenamente aceitável?
A cefalexina, bem como penicilinas e macrolídeos são considerados fármacos seguros para uso na amamentação, não apresentando efeitos adversos ao lactente ou ao suprimento lácteo, mas o metronidazol e a rifampicina são contraindicados.
As concentrações de lipídeos e proteínas variam de acordo com a fase da lactação, bem como com a fase das mamadas, e podem afetar a cinética medicamentosa e assim causar variações nas concentrações dos fármacos no leite materno.
Mulheres portadoras de Hanseníase Virchowiana (contagiosa) são contraindicadas de amamentar, pois os bacilos podem ser encontrados nas secreções lácteas.
Nas genitoras portadoras de varicela-zóster, o aleitamento materno pode ser realizado, com os cuidados necessários, se a doença ocorreu cinco dias antes do parto ou após o terceiro dia de pós-parto. Essa é uma forma de deixar o RN imune contra a doença no período neonatal.