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UFU - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFU - 2012
Paciente do sexo feminino, 73 anos de idade, é hipertensa e usa enalapril 10 mg de 12/12 horas e hidroclorotiazida 25 mg/dia. Há 2 semanas, vem apresentando quadro de dispneia progressiva que piora com as atividades diárias, agravando com tosse noturna, e edema de membros inferiores. Houve piora da dispneia, ficou mais agitada e ansiosa, sendo levada ao pronto-socorro. No exame físico, foi notado uma PA de 230 x 140 mmHg, FC de 112 bpm, FR de 34 irpm, afebril, extremidades frias e pálidas, com perfusão periférica ruim. Crepitações bilaterais difusas em ambos os pulmões, saturando 94% em ar ambiente. O ECG, as enzimas cardíacas são normais. A radiografia de tórax revelou sinais de congestão pulmonar. Assinale a alternativa INCORRETA.
As emergências hipertensivas são situações com lesão aguda de órgãos-alvo e risco iminente de morte, que necessitam de redução imediata da pressão arterial com hipotensores parenterais.
Deve ser instituída imediatamente a ventilação mecânica invasiva, seguido de anticoagulação plena, nitroprussiato de sódio e metoprolol EV.
A emergência hipertensiva é o resultado da falência do limite superior da autorregulação vascular.
Os sinais presentes de hipoperfusão tecidual já caracterizam a síndrome do choque cardiogênico, pela falência primária da “bomba”.
Para tratar essa situação, deve-se iniciar precocemente a ventilação não invasiva, nitroprussiato de sódio, nitroglicerina, furosemida e morfina.