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UFCG-HUAC - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ALCIDES CARNEIRO - 2011
Paciente do sexo feminino, 62 anos, coronariopata, hipertensa e diabética chega à emergência com queixa de dispneia progressiva relacionada com esforço, dispneia paroxística noturna e edema de MMII. Ao exame, verifica-se, estase de jugular, hepatomegalia dolorosa à palpação e refluxo hepatojugular, além de creptações nas bases pulmonares. A paciente fazia uso de propranolol, diltiazem, AAS e metformina. Considerando o diagnóstico e os procedimentos a serem tomados neste caso, marque a alternativa INCORRETA:
A presença de B3 na ausculta cardiovascular seria, também, um dos sinais clínicos com maior especificidade para o diagnóstico de insuficiência cardíaca.
A presença de creptações nas bases pulmonares é mais um dado que fala a favor da presença de congestão pulmonar, mas pode estar ausente em até 70% dos casos.
Se um ecocardiograma confirmar insuficiência cardíaca sistólica, deveremos, a princípio, pensar em suspender o propranolol e o diltiazem e iniciar um beta-bloqueador, como o carvedilol, associado a um inibidor da enzima conversora de angiotensina e aldactone, além de medicações para congestão pulmonar, conforme necessidade do paciente (digoxina e diuréticos).
A associação de estatina para este caso deve ser feita, buscando níveis de LDL abaixo de 130 mg/dL e triglicerídeos abaixo de 150 mg/dL.
Uso da rosiglitazona para seu controle glicêmico deve ser evitado, por esta ter recentemente mostrado eventos adversos relacionados ao sistema cardiovascular.