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UFU - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFU - 2012

Paciente do sexo feminino, 62 anos de idade, é trazida ao pronto-socorro pela vizinha que notou há quatro dias uma alteração do nível de consciência, com pensamento desorganizado e déficit de atenção. É diabética e não usa as medicações antidiabéticas orais há 22 dias. Não há sinais de infecção. Encontra-se muito desidratada, sem demais alterações. Foram realizados os seguintes exames: Gasometria arterial: pH: 7,33 mEq/L, PaCO2: 31 mEq/L, PaO2: 84 mEq/L, HCO3-: 18 mEq/L, BE: -3,3, SatO2: 95%. Glicemia de 935 mg/dl, Sódio: 136 mEq/L, Potássio: 5,3 mEq/L, Creatinina: 1,7 mEq/L, Ureia: 57 mEq/L, Cloro, cálcio e magnésio normais. Hemograma, TAP, TTPa, Proteína C Reativa, Urina tipo I (EAS), troponina T, CKMB, ECG, CT de crânio e liquor normais. Assinale a alternativa INCORRETA:

A

A diferença fisiopatogênica do estado hiperosmolar hiperglicêmico é porque há uma produção mínima de insulina, mas suficiente para inibir a produção de corpos cetônicos.

B

Para confirmação diagnóstica de estado hiperosmolar hiperglicêmico não cetótico, a glicemia deve ser maior que 600 mg/dl, pH arterial maior que 7,3 e osmolaridade sérica efetiva maior que 320 mOsm/kg.

C

A provável causa de descompensação foi a omissão terapêutica, pois os exames afastaram as outras causas de rebaixamento do nível de consciência e os fatores precipitantes da crise de hiperglicemia.

D

A insulinoterapia é realizada junto à hidratação e à reposição do potássio, pois o déficit corporal de potássio é grande.

E

A conduta inicial no manejo dessa complicação é a hidratação, pois promove uma expansão extracelular, restauração do volume intravascular, com melhora da perfusão tecidual e com consequente redução dos níveis de hormônios contrarreguladores e da glicemia.

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