Pratique questões de medicina
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Paciente de 32 anos, G2P1, 30 semanas de gestação, dá entrada no pronto-atendimento obstétrico com contrações regulares há 5 horas. Ao exame, apresenta colo com 2,5 cm de dilatação e esvaecimento de 60%, sem perda de líquido amniótico. A ultrassonografia revela feto único, membranas íntegras, dopplervelocimetria normal e ausência de sinais de sofrimento fetal. A gestante tem histórico de hipertensão gestacional, controlada com metildopa 250 mg 8/8h. Sem alergias conhecidas. Diante do diagnóstico de ameaça de parto prematuro, a equipe inicia nifedipino VO 20 mg, mas após 30 minutos, a paciente desenvolve tontura intensa, sudorese e PA de 86/52 mmHg, com FC de 110 bpm.
Considerando o quadro clínico, os aspectos farmacológicos e as comorbidades da paciente, qual é a melhor interpretação e conduta?
A hipotensão decorre de efeito vasodilatador aditivo entre nifedipino e metildopa, exigindo monitorização clínica rigorosa e possível ajuste de dose, sem que haja contraindicação absoluta ao uso do bloqueador de canal de cálcio.
A hipotensão pós-dose inicial indica falência terapêutica do nifedipino, sendo preferível iniciar indometacina, que não interfere com a pressão arterial.
A interação farmacodinâmica entre nifedipino e metildopa provoca resposta simpaticomimética paradoxal, explicando a taquicardia e requerendo suspensão de ambos os fármacos.
A combinação com metildopa reduziu o metabolismo hepático do nifedipino, resultando em acúmulo plasmático e sintomas de toxicidade, o que indica suspensão definitiva do agente tocolítico.
A resposta adversa demonstra intolerância hemodinâmica à classe dos bloqueadores de cálcio, sendo necessário substituí-lo imediatamente por agonista beta-2 como a terbutalina.