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UFES - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CASSIANO ANTÔNIO DE MORAES - 2013
O paciente LHS, 67 anos, tem diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, insuficiência cardíaca classe funcional III pela classificação da New York Heart Association. Encontra-se em tratamento com losartana 100 mg/dia, carvedilol 25 mg/dia, furosemida 40 mg/dia e espironolactona 25 mg/dia. Apresenta quadro de poliúria e nictúria há três meses. Ao exame físico, índice de massa corporal de 36,3 kg/m², níveis pressóricos de 130 x 82 mmHg. Exames revelam: glicemia de jejum = 218 mg/dl: glicemia pós- prandial = 256 mg/dl; hemoglobina glicada = 8,4 %, ureia = 29 mg/dl, creatinina = 1,2 mg/dl. Em relação ao tratamento medicamentoso do diabetes tipo 2 relacionado no quadro clínico acima, assinale a alternativa incorreta.
A pioglitazona deve ser evitada nesta situação, devido à retenção hídrica e aumento de peso, podendo piorar o quadro de insuficiência cardíaca.
A metformina é o medicamento oral mais seguro para este paciente, devido ao seu baixo potencial de indução de hipoglicemia.
Os medicamentos inibidores da dipeptidil peptidase 4 são drogas seguras e estão indicados em monoterapia ou terapia combinada de hipoglicemiantes orais nesta situação.
As sulfonilureias estão entre os medicamentos orais com maior potencial de redução da hemoglobina glicada, quando em monoterapia, nesta situação.
Caso o paciente apresente níveis glicêmicos acima de 350 mg/dl e perda significativa de peso deve-se instituir a insulinização como estratégia de tratamento medicamentoso.