Dica do autor: O câncer de esôfago é uma neoplasia de alta mortalidade, sendo a 6ª mais comum no mundo e a 3ª do trato digestivo. Os dois tipos histológicos principais são o carcinoma epidermoide, ainda predominante em países em desenvolvimento (associado a tabagismo, etilismo, consumo de bebidas muito quentes, dieta pobre em frutas e vegetais), e o adenocarcinoma, que vem crescendo em incidência em países ocidentais, associado ao esôfago de Barrett e doença do refluxo gastroesofágico.
Os sintomas mais comuns são disfagia progressiva (primeiro para sólidos, depois para líquidos), perda de peso, odinofagia, dor retroesternal, vômitos, regurgitação e tosse (principalmente em fístula traqueoesofágica).
O diagnóstico geralmente ocorre em estágios avançados, porque os sintomas aparecem tardiamente, quando há estenose significativa da luz esofágica. Isso explica a elevada mortalidade.
Alternativa A: CORRETA. O carcinoma epidermoide é ainda o tipo mais comum no Brasil, mas o adenocarcinoma vem crescendo em incidência, especialmente em países ocidentais, relacionado ao esôfago de Barrett.
Alternativa B: CORRETA. Os sintomas mais comuns são disfagia, perda de peso, dor, vômito e tosse, de fato.
Alternativa C: CORRETA. Os fatores de risco estão corretos: esôfago de Barrett, acalásia, ingestão de cáusticos, síndrome de Plummer-Vinson e tabagismo são todos reconhecidos.
Alternativa D: CORRETA. A disseminação pode ocorrer por linfonodos, hematogênica (fígado, pulmão), continuidade e contiguidade.
Alternativa E: INCORRETA. O diagnóstico não é feito em fases iniciais. Pelo contrário, é feito em fase avançada, pois os sintomas surgem tardiamente. Essa é a alternativa incorreta
Resposta: Alternativa E