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HOS - HOSPITAL OFTALMOLÓGICO DE SOROCABA - 2024
Mulher, 45 anos, comparece em consulta ambulatorial com queixa de dor no corpo há 7 meses, contínua, acompanhada de fadiga, indisposição e desânimo. Ganhou cerca de 5 kg no último ano. Nega febre, náuseas, vômitos ou diarreia. Tem apresentando muita sonolência diurna e má qualidade do sono à noite, que não é reparador. Nega etilismo, tabagismo e uso de drogas. Sedentária, vem reduzindo as atividades que realizava em casa, como lavar e passar roupa e limpar a casa, devido à dor. Além disso, perdeu o emprego (o que atribui à sua desatenção, por noites mal dormidas). Apresenta choro fácil e instabilidade emocional nos últimos meses. Sem queixas cardiovasculares ou respiratórias. Exame Físico: em regular estado geral, devido à dor, descorada +/4+, sem outros achados anormais. A intensidade da dor na Escala Visual Analógica (EVA) é 8. A hipótese de fibromialgia foi levantada e foram descartadas outras patologias associadas que pudessem explicar o quadro. Em relação ao tratamento da fibromialgia para esta paciente, neste momento, é indicado:
solicitar apenas repouso e relaxamento, com o objetivo de poupar a musculatura acometida. No momento, não se indicam medidas farmacológicas.
iniciar intervenções não farmacológicas, incluindo grupos educacionais, relaxamento, hipnoterapia, acupuntura e psicoterapia, não sendo indicadas medidas farmacológicas.
iniciar medidas não farmacológicas de adaptações ergonômicas às atividades funcionais no domicílio, relaxamento e técnicas de repouso, não sendo indicadas intervenções farmacológicas e atividade física.
orientar medidas não farmacológicas, como atividade física aeróbica e psicoterapia, além de medidas farmacológicas, incluindo o uso de antidepressivos tricíclicos ou inibidores de recaptação da serotonina.
iniciar medidas farmacológicas, incluindo antidepressivos tricíclicos e anti-inflamatórios não hormonais, e medidas não farmacológicas, como acupuntura, higiene do sono, manipulação quiroprática e psicoterapia.