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Laila, de 68 anos, portadora de adenocarcinoma de pulmão com metástases hepáticas e ósseas, está internada devido a dispneia intensa, dor óssea difusa e inapetência, após progressão da doença apesar de múltiplas linhas de quimioterapia. Encontra-se em uso contínuo de oxigênio e recebe morfina endovenosa com bom controle da dor, embora persista com ansiedade, insônia e fadiga intensa. Evoluiu, nos últimos dias, com emagrecimento acentuado (IMC 17), confusão mental intermitente e importante dificuldade para alimentação oral. Durante visita da equipe multiprofissional, a filha questiona a possibilidade de “colocar sonda para alimentar”, enquanto o marido manifesta desejo de “não prolongar o sofrimento da esposa”. Ao exame físico, a paciente está emagrecida, com rebaixamento leve do nível de consciência (Glasgow 13), pressão arterial de 100x60 mmHg, FR de 28 irpm, saturando 90% em O₂ a 3L/min. Apresenta murmúrio vesicular reduzido em bases e abdome flácido e indolor.

Diante desse cenário, qual a conduta mais adequada?

A

Indicar nutrição enteral por sonda, pois a perda de peso impacta diretamente na sobrevida da paciente.

B

Iniciar nutrição parenteral total, já que a via oral está inviabilizada e há risco de desnutrição grave.

C

Não indicar suporte nutricional invasivo, reforçando medidas de conforto, controle de sintomas e comunicação clara com a família.

D

Suspender opioides por risco de depressão respiratória, priorizando ansiolíticos leves.

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