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HAOC - HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ - 2026

Lactente, sexo feminino, 11 meses de idade, previamente hígida, está internada em enfermaria há 20 dias. Deu entrada com insuficiência respiratória após quadro inicial de febre alta, tosse intensa e hipoxemia. Recebeu ceftriaxone nas primeiras 24 horas, sendo suspenso após painel viral positivo para adenovírus. A partir do quinto dia de internação, a febre cessou, porém evoluiu com taquipneia persistente, episódios de dessaturação (SatO₂ 88-92%) mesmo em uso de cateter nasal simples de oxigênio, piora progressiva da tolerância alimentar, irritabilidade e sono fragmentado. Repetida radiografia de tórax no 15º dia de internação, com hiperinsuflação moderada, áreas heterogêneas de hipertransparência, sem consolidações ou derrame. No 18º dia de internação, realizada tomografia de tórax com padrão heterogêneo em mosaico, aprisionamento aéreo evidente nas fases expiratórias, espessamento brônquico discreto, bronquiectasias cilíndricas periféricas em segmentos isolados e pequenas áreas de atenuação em vidro-fosco. No exame clínico atual, criança em bom estado geral, frequência cardíaca: 148 bpm, frequência respiratória: 58 irpm, SatO₂ 90% com cateter de oxigênio 1 L/min. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído bilateralmente, sibilos esparsos, retrações intercostais discretas. História prévia: duas internações prévias por bronquiolite, sem necessidade de UTI, mãe refere que ficou assintomática entre os episódios. Com base no quadro clínico e nos achados de imagem, qual é o diagnóstico mais provável?

A

Pneumonia secundária a Bordetella parapertussis.

B

Bronquiolite obliterante pós-infecciosa.

C

Aspiração crônica secundária a doença do refluxo.

D

Discinesia ciliar primária.

E

Doença granulomatosa crônica.

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