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Uma criança de 4 anos é internada com diagnóstico de mastoidite aguda direita. Apresentava história de otite média aguda tratada com cefalosporina oral há duas semanas. Evoluiu com febre persistente (39°C), dor retroauricular e protrusão da aurícula. Na admissão, foi realizada tomografia de ossos temporais, que evidenciou mastoidite coalescente sem coleção subperiosteal volumosa e sem sinais de complicações intracranianas. Foi submetida à miringotomia com colocação de tubo de timpanostomia e iniciada antibioticoterapia intravenosa com ampicilina-sulbactam. Após 48 horas de tratamento adequado, a criança mantém febre, dor retroauricular e persistência do edema local, sem melhora clínica significativa. Não há sinais neurológicos focais.
Diante desse cenário, qual é a conduta mais apropriada?
Manter antibioticoterapia intravenosa por pelo menos sete dias antes de considerar qualquer mudança na abordagem, pois a melhora clínica pode ser tardia.
Substituir o esquema antimicrobiano por antibiótico oral de amplo espectro e reavaliar ambulatorialmente em 72 horas.
Indicar mastoidectomia simples, uma vez que a ausência de melhora clínica após 24–48 horas de terapia adequada constitui indicação cirúrgica.
Acrescentar vancomicina obrigatoriamente, independentemente de sinais clínicos de sepse ou risco para Staphylococcus aureus resistente à meticilina.
Realizar apenas nova tomografia de controle e postergar intervenção cirúrgica até que haja evidência de complicação intracraniana.