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Homem de 58 anos, hipertenso, diabético e tabagista, é atendido em uma unidade básica de saúde (UBS) com quadro de dor torácica típica iniciada há cerca de 1 hora. Está acompanhado da esposa. Ao ser avaliado pela médica de família, o paciente está hemodinamicamente estável e lúcido, e um ECG demonstra supra de ST em parede anterior. É administrado AAS na unidade. A médica comunica que ele será transferido de ambulância para um hospital de referência, mas o paciente se recusa, dizendo que não quer que a esposa seja informada da gravidade, pois eles discutem frequentemente sobre seu tabagismo. Durante a conversa, o quadro clínico se agrava: o paciente desenvolve dispneia, intensificação da dor torácica e sinais de confusão mental.
Diante desse cenário, qual deve ser a conduta mais adequada do ponto de vista ético?
Respeitar integralmente a autonomia do paciente e não informar a esposa nem solicitar a ambulância, mantendo apenas observação clínica local.
Informar à esposa sobre a suspeita de infarto e solicitar a ambulância, mesmo sem autorização expressa do paciente, devido à gravidade do quadro.
Registrar em prontuário a negativa do paciente e aguardar evolução do quadro clínico.
Encaminhar o paciente de forma discreta para o hospital, mas sem envolver a esposa ou outros familiares em nenhuma hipótese.