Pratique questões de medicina
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Homem de 42 anos comparece à unidade básica de saúde queixando-se de constipação intestinal há cerca de 10 dias, com evacuações em dias alternados e fezes ressecadas, o que ele associa ao estresse no trabalho e à dieta pobre em fibras. Relata sensação de evacuação incompleta e distensão abdominal leve. Ao revisar seu prontuário, identifica-se diagnóstico de Doença de Crohn em remissão clínica há 1 ano, sob acompanhamento com gastroenterologista e uso de mesalazina. Exame físico sem alterações, sem sinais de abdome agudo.
Diante do quadro apresentado, o médico cogita o uso de um fitoterápico disponível no SUS para alívio pontual da constipação. Considerando a farmacologia da cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana), qual seria a conduta mais adequada?
Evitar o uso da cáscara-sagrada neste paciente, pois o fitoterápico pode inibir a ação da mesalazina, reduzindo sua eficácia anti-inflamatória intestinal.
Prescrever a cáscara-sagrada em baixa dosagem e formulação líquida, preferencialmente após as refeições, pois os efeitos adversos são raros em pacientes sem sintomas agudos.
Permitir o uso da cáscara-sagrada como laxante natural, desde que não haja uso simultâneo de corticosteroides ou imunobiológicos para a Doença de Crohn.
Evitar o uso da cáscara-sagrada, pois seus antracenos possuem ação irritativa sobre a mucosa intestinal, podendo agravar a Doença de Crohn mesmo em fase de remissão.
Utilizar cáscara-sagrada com cautela por no máximo 5 dias, já que sua ação é limitada ao cólon e não interfere diretamente na mucosa ileal.