Dica do autor: Paciente internado há mais de 48 horas que evolui com febre, tosse produtiva e instabilidade hemodinâmica deve levantar forte suspeita de pneumonia hospitalar (PAVH/HAP). Nesses casos, a escolha do antibiótico deve contemplar cobertura para bacilos Gram-negativos, incluindo Pseudomonas aeruginosa, além de avaliar risco para MRSA.
Um ponto crucial da questão é a hemocultura positiva para Staphylococcus epidermidis em apenas um frasco aeróbio, com os demais frascos negativos. Esse microrganismo é classicamente um contaminante de pele, especialmente quando isolado em apenas um frasco e sem correlação clínica evidente de infecção relacionada a cateter ou prótese. Portanto, não se deve direcionar tratamento especificamente contra ele sem critérios clínicos adicionais.
Assim, o quadro clínico sugere mais fortemente pneumonia hospitalar, e a conduta empírica deve priorizar cobertura ampla para germes hospitalares, principalmente Gram-negativos.
Alternativa A: INCORRETA. Ceftriaxone + azitromicina é esquema clássico para pneumonia adquirida na comunidade, não sendo adequado para pneumonia hospitalar após 8 dias de internação.
Alternativa B: CORRETA. Piperacilina-tazobactam oferece ampla cobertura contra Gram-negativos hospitalares, incluindo Pseudomonas, sendo esquema apropriado para pneumonia hospitalar em paciente com sinais de instabilidade.
Alternativa C: INCORRETA. Vancomicina cobre Gram-positivos resistentes (como MRSA), mas não oferece cobertura adequada para Gram-negativos, que são os principais agentes da pneumonia hospitalar.
Alternativa D: INCORRETA. Oxacilina cobre Staphylococcus sensível à meticilina, mas o isolamento de S. epidermidis em apenas um frasco sugere contaminação, além de não cobrir adequadamente Gram-negativos hospitalares.
Resposta: Alternativa B