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UEM - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO REGIONAL DE MARINGÁ - 2023
F.A.G, 20 anos, primigesta, IG (idade gestacional) 10 semanas e 6 dias por DUM (data da última menstruação): 17/08/2022 que é compatível com ultrassonografia de 12/10/2022 com 7 semanas e 5 dias (presença de batimento cardioembrionário 162 bpm), comparece em consulta de retorno, com exames laboratoriais que demonstram: glicemia de jejum 93mg/dL, nega histórico familiar de Diabetes. Com relação ao enunciado, podemos afirmar que:
Trata-se de um caso de DMG (diabetes mellitus gestacional), que é definido como uma intolerância à carboidratos de gravidade variável que ocorre durante a gestação, e seu diagnóstico se faz com glicemia de jejum entre 92 mg/dL e 125 mg/dL.
O objetivo do tratamento clínico é alcançar e manter as metas glicêmicas, evitar cetose, garantir adequado ganho de peso materno e desenvolvimento fetal e, sobretudo, prevenir os desfechos perinatais adversos, o tratamento medicamentoso deve sempre ser instituído logo após o diagnóstico.
Dentre as complicações maternas e fetais há o destaque para a macrossomia fetal, que frequentemente leva a tocotraumatismo, distocia de ombro, por isso há indicação absoluta de cesariana.
A metformina se destaca como primeira escolha entre as medidas farmacológicas no controle da hiperglicemia na gestação. Seu uso está indicado sempre que as medidas não farmacológicas (adequação nutricional e exercício) não forem suficientes para atingir as metas do controle glicêmico materno (30% ou mais dos valores glicêmicos alterados).
Não se recomenda nova avaliação glicêmica após o parto para as pacientes diagnosticadas com DMG, pois é específica da gestação e não aumente o risco de DM2 futura, basta manter estilo de vida saudável.