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ULBRA - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA ULBRA - 2012
Em uma UTI, uma jovem de 30 anos é internada por apresentar um quadro clínico de coma, edema generalizado, hipertensão arterial, taquipneia, pele e mucosas bastante descoradas. Sondagem vesical drena 200 ml de urina. Não há ainda informações da história médica pregressa da paciente, uma vez que os familiares ainda não puderam ser entrevistados. Uma tomografia computadorizada de encéfalo é normal, uma ultrassonografia de abdome demonstra rins reduzidos de tamanho, e os primeiros exames laboratoriais são: exame de urina com pH = 5,0/densidade = 1.012 proteínas (+++)/hemoglobina (++)/20 hemácias e 5 leucócitos por campo. Hemograma com hematócrito 23%, hemoglobina = 7,0 g/dl, 6.700 leucócitos; ureia = 350 mg/dl, creatinina = 10,2 mg/dl, potássio = 6,1 mEq/L, gasometria arterial [pH = 6,95/HCO3 = 8,2/CO2 total = 9,6/pCO2 = 22,0/pO2 = 99]. Conclui-se que a paciente apresenta um quadro de coma de etiologia metabólica por uremia. Sobre este caso podemos dizer que, muito provavelmente, o diagnóstico é de:
Insuficiência renal crônica, devendo ser iniciada diálise imediatamente.
Insuficiência renal aguda, deve receber diurético de alça intravenoso em dose elevada.
Insuficiência renal aguda e se deve afastar inicialmente causas obstrutivas (pós-renais).
Insuficiência renal crônica e, pela idade da paciente, deve ser considerada a possibilidade etiológica de doença renal policística familiar.