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Durante uma discussão clínica em unidade de terapia intensiva, um residente menciona que um paciente com trauma torácico sofreu interrupção da cadeia simpática cervical. Em consequência, o paciente apresenta miose, ptose palpebral e anidrose em hemiface, achados sugestivos de síndrome de Horner. Considerando os mecanismos fisiológicos envolvidos nesse quadro, qual das seguintes alternativas melhor explica os efeitos observados na pupila e na sudorese facial?
A miose resulta da ativação de receptores muscarínicos M3 pelo sistema parassimpático, enquanto a ausência de sudorese decorre da inibição colinérgica sobre os receptores adrenérgicos α1 nas glândulas sudoríparas.
O bloqueio simpático reduz a ação da norepinefrina sobre os receptores adrenérgicos β2 do músculo dilatador da íris, enquanto a anidrose é explicada pela falha da acetilcolina em estimular os receptores muscarínicos M3 das glândulas sudoríparas.
A ptose decorre da paralisia do músculo elevador da pálpebra superior, inervado pelo nervo oculomotor, enquanto a miose é causada pela hiperatividade parassimpática sobre o músculo ciliar da íris.
A interrupção da via simpática impede a liberação de norepinefrina sobre receptores α da íris, causando miose, e também interrompe a ação colinérgica simpática sobre os receptores muscarínicos das glândulas sudoríparas, levando à anidrose.
A perda da sudorese é causada por inibição do sistema nervoso parassimpático, que normalmente controla o tônus térmico da pele, enquanto a miose decorre da ação reflexa de receptores α2 pré-sinápticos.