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Durante uma conferência sobre oncogênese molecular, um pesquisador apresenta os efeitos carcinogênicos da exposição prolongada à aflatoxina B1, uma toxina produzida por fungos do gênero Aspergillus, frequentemente presente em alimentos mal armazenados como grãos e amendoins. Essa substância, após bioativação hepática mediada pelo sistema CYP450, forma adutos com a base guanina do DNA, principalmente no códon 249 do gene TP53, promovendo mutação pontual característica (transversão G→T).
Estudos populacionais demonstram que essa mutação específica está fortemente associada ao carcinoma hepatocelular em áreas de alta exposição à toxina, como em algumas regiões da Ásia e da África. A mutação compromete a capacidade funcional da proteína p53 em induzir apoptose, reparo do DNA ou parada do ciclo celular frente a danos genômicos.
Diante desse cenário, qual das seguintes alterações celulares mais contribui para a progressão tumoral nesses pacientes, após a mutação induzida pela aflatoxina?
Ativação constitutiva de receptores de estrogênio, com hiperplasia nodular de células hepáticas.
Hipermetilação dos genes reparadores de DNA, reduzindo a atividade de enzimas como MLH1 e MSH6.
Amplificação de proto-oncogenes do tipo MYC, com aumento da taxa de transcrição de RNA ribossomal.
Perda da função pro-apoptótica da proteína p53 mutante, permitindo a clonagem de células geneticamente instáveis.
Inibição da síntese de proteínas mitocondriais por mutações em genes nucleares, levando à falência energética celular.