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Durante atendimento ambulatorial de rotina, uma médica residente realiza o exame físico de um paciente masculino de 78 anos, com antecedente de hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia. O paciente encontra-se calmo, lúcido, em bom estado geral. Ao aferir a pressão arterial no braço direito, a médica palpa o pulso radial e infla o manguito até 150 mmHg, momento em que o pulso desaparece. Em seguida, ela posiciona o estetoscópio sobre a artéria braquial e ausculta sons de Korotkoff a partir de 170 mmHg, que desaparecem momentaneamente entre 150 e 130 mmHg, retornando logo em seguida até cessarem por completo em 82 mmHg. Após repetir a medida no braço esquerdo com a técnica correta, obtém 172/84 mmHg. Com base nesse cenário clínico, qual a interpretação mais correta a respeito da alteração observada durante o primeiro procedimento?
Esse padrão é indicativo de pseudo-hipotensão diastólica e sugere necessidade de investigação para síndrome do jaleco branco.
O desaparecimento dos sons entre 150 e 130 mmHg é compatível com um erro técnico de posicionamento do manguito abaixo do nível do coração.
A melhor conduta seria considerar como valor real da pressão o início da segunda fase dos sons de Korotkoff, uma vez que a fase I foi influenciada por artefato auditivo.
O fenômeno é denominado "hipoacusia transitória" e ocorre frequentemente em idosos com estenose valvar aórtica, sendo autolimitado e sem impacto nos valores da pressão arterial.
Trata-se de um hiato auscultatório, geralmente associado à rigidez arterial em idosos, e pode levar à subestimação da pressão sistólica caso não se estime previamente o valor palpado.