Dica do autor: A escolha do manguito adequado é essencial para a aferição correta da pressão arterial, principalmente em pediatria, onde pequenas variações podem alterar o diagnóstico. O manguito deve ter uma largura correspondente a cerca de 40% da circunferência do braço e um comprimento que cubra 80 a 100% do mesmo. Quando o manguito é excessivamente largo, como no caso descrito, a pressão necessária para ocluir a artéria é menor, o que resulta em subestimação dos valores reais da pressão arterial, podendo mascarar quadros de hipertensão.
Alternativa A: INCORRETA. Um manguito muito largo não superestima a pressão, mas tende a subestimá-la.
Alternativa B: INCORRETA. A compressão excessiva não impede a ausculta dos sons de Korotkoff; o problema é a leitura incorreta.
Alternativa C: INCORRETA. A largura do manguito não altera a relação sistólica/diastólica de forma seletiva, mas afeta os valores absolutos.
Alternativa D: CORRETA. Um manguito muito largo tende a subestimar a pressão arterial, levando a leituras falsamente baixas.
Alternativa E: INCORRETA. A variação oscilométrica não provoca aumento artificial da pressão diastólica nesse contexto; o erro principal é a subestimação.
Resposta: Alternativa D
Referências:
- FLYNN, Joseph T. et al. Clinical Practice Guideline for Screening and Management of High Blood Pressure in Children and Adolescents. Pediatrics, v. 140, n. 3, 2017.
- MARCDANTE, Karen J.; KLIEMAN, Robert M. Nelson: Pediatria Essencial. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2023.
- KLIEGMAN, Robert M. et al. Nelson: Tratado de Pediatria. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.