Dica do autor: A síndrome de Down é o tipo mais comum de trissomia em bebês vivos e está associada a comprometimento cognitivo e alterações dismórficas típicas, como a face plana com fissuras palpebrais e dobras epicânticas inclinadas para cima. Além disso são indivíduos com maior propensão a defeitos cardíacos congênitos (como o defeito do septo atrioventricular e as comunicações interventricular e interatriais), anomalias gastrointestinais, leucemias, hipotireoidismo e problemas na audição e visão. Em cerca de 95% dos casos de síndrome de Down existem 3 cópias do cromossomo 21, sendo esse cromossomo “extra” decorrente de erros na meiose materna em 97% dos casos. O cariótipo nesse caso apareceria como 47, XY +21. Em 1% dos casos ocorre mosaicismo, no qual algumas células têm 46 cromossomos, enquanto outras tem os 47 cromossomos (46,XY/47,XY + 21). Nos 4% restantes ocorre uma translocação envolvendo o cromossomo 21, sendo que a maioria das translocações são fusões no centrômero entre os cromossomos 13, 14, 15 ou 21, conhecidas como translocações Robertsonianas, apresentando-se por exemplo com o seguinte cariótipo: 46,XY t(14,21)(14q;21q), que mostra um cromossomo 21 extra “grudado” a um cromossomo 14. Alternativa A: INCORRETA. A síndrome de Edwards (trissomia do cromossomo 18) é a segunda trissomia mais comum após a síndrome de Down, também associada à idade materna avançada. Alguns achados fenotípicos incluem: punhos cerrados, esterno curto, retrognatia, displasia auricular, occipto proeminentes, pés em “mata-borrão” com calcâneo proeminente e fissura palpebral. Além disso existe retardo importante do desenvolvimento neuropsicomotor e comprometimento cardiovascular e respiratório de gravidade variável. Alternativa B: INCORRETA. A síndrome de Klinefelter é a forma mais frequente de hipogonadismo hipergonadotrófico no sexo masculino, com incidência de 1:500 a 1:1.000 nascidos vivos. É causada pela ausência de disjunção dos cromossomos sexuais, associada à idade materna avançada, o que origina o cariótipo clássico 47, XXY. Diferentemente da síndrome de Turner cursa com alta estatura e também apresenta alguns dismorfismos típicos: ginecomastia, redução da pilificação corporal, micropênis e testículos pequenos. Alternativa C: INCORRETA. A síndrome de Turner é a forma mais comum de disgenesia gonadal em mulheres, com incidência de 1:1.500 nascidos vivos, e decorre da perda ou anormalidade de um cromossomo X. Cerca de metade das pacientes afetadas tem cariótipo 45, X0, e de 20 a 30% são mosaicos. Além da baixa estatura e da puberdade atrasada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico a síndrome de Turner também cursa com uma série de dismorfismos, sendo os mais característicos: cúbito valgo (ou deformidade de Madelung), pescoço alado, baixa implantação dos cabelos e palato arqueado. Alternativa D: CORRETA. Conforme mencionado acima na dica do autor. Resposta: Alternativa D.
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