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A resposta sexual feminina envolve não apenas mecanismos fisiológicos de lubrificação e vasocongestão genital, mas também aspectos emocionais, afetivos e relacionais. Fatores como estresse, traumas prévios, crenças culturais e contexto de vida podem impactar profundamente o comportamento sexual, muitas vezes sem qualquer alteração anatômica ou hormonal aparente.
Durante uma consulta ginecológica, Isabel, 42 anos, relata que evita consistentemente o contato íntimo com seu parceiro, mesmo tendo uma relação afetiva estável. Ela descreve reações intensamente negativas diante de qualquer tentativa de aproximação sexual, como repulsa, náuseas e sensação de pânico. Nega dor durante o ato, abuso sexual prévio ou uso de medicamentos psicotrópicos. Refere sofrimento emocional com a situação, mas não consegue controlar a aversão sentida.
Qual é o diagnóstico mais compatível com esse quadro?
Transtorno orgástico feminino, relacionado à incapacidade persistente de atingir o orgasmo.
Transtorno do desejo sexual hipoativo, evidenciado pela redução ou ausência de interesse por atividade sexual.
Transtorno de excitação sexual feminina, marcado por ausência de resposta genital mesmo diante de estímulo adequado.
Transtorno de aversão sexual, caracterizado por reações de evitação intensa e sofrimento ao contato sexual.
Disfunção sexual induzida por substâncias, sugerida por possível efeito adverso medicamentoso.