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SUS - BA - SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - BAHIA - 2013
A respeito das comorbidades em crianças com HIV/AIDS, é correto afirmar, EXCETO:
A pneumonia por Pneumocystis jirovecii (antes denominada Pneumocystis carinii) é a mais frequente infecção oportunista em crianças infectadas pelo HIV. A faixa de maior risco é a do primeiro ano de vida, quando o diagnóstico definitivo da infecção pelo HIV, na maioria das crianças expostas, ainda não pode ser feito.
Recomenda-se que todas as crianças expostas recebam profilaxia com Sulfametoxazol-Trimetoprima (SMX-TMP) a partir de seis semanas de vida até completar um ano, exceto se a hipótese de infecção pelo HIV puder ser afastada durante o período. Essa profilaxia é mantida depois do primeiro ano de vida somente para as crianças infectadas quando a indicação será orientada pela contagem de células TCD4+.
Em crianças, a transmissão vertical do HTLV-1 ocorre exclusivamente pelo leite materno de mulheres infectadas, não ocorrendo naquelas que recebem leite artificial.
A infecção precoce do HTLV-1 na criança é uma importante preocupação para a saúde pública, pois está associada com subsequente risco de desenvolver linfoma não Hodgkin, leucemia/linfoma de células T do adulto, dermatite e paraparesia espástica tropical.
A transmissão perinatal do vírus da hepatite B acontece predominantemente como resultado da exposição da criança a sangue e secreções genitais da mãe durante o parto e trabalho de parto (cerca de 90 a 95% dos casos). A transmissão intraútero é incomum (5 a 10%) e pelo colostro é rara.