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HC - UFPR - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DO PARANÁ - 2022
A paciente A.F., 27 anos, e seu marido L.O., 30 anos, vêm ao consultório com desejo gestacional. Usuária de contracepção hormonal desde os 18 anos de idade refere ter parado o uso há 1 ano e 6 meses. Desde então manteve ciclos regulares de 26 dias e com boa frequência sexual durante período fértil. No retorno após a investigação inicial, recebemos o exame de histerossalpingografia com laudo: “trompas fixas e elevadas, com passagem de contraste bilateral”. Em exame de imagem, consta a seguinte anotação no laudo: “sinais de aderências peritubárias bilateralmente”. Além desses exames, o espermograma realizado há menos de 1 mês mostra 73 milhões de espermatozoides por ml e 43% móveis. A partir do caso descrito, é correto afirmar:
Sendo um casal jovem, em especial a mulher que tem menos de 35 anos, pode-se orientar o período fértil e recomendar tentativa espontânea por 6 meses.
Uma boa alternativa para aumentar as chances de gestação desse casal é utilizar indutores de ovulação como o citrato de clomifeno.
Considerando a passagem de contraste bilateral na histerossalpingografia, pode-se considerar o exame como normal e descartar o fator tubário como causa da infertilidade.
Apesar de ser uma cirurgia e, sendo assim, um procedimento invasivo, a videolaparoscopia pode ser uma boa opção terapêutica para esse casal.
A fertilização in vitro é uma opção descartada pelo fato de ser um casal muito jovem e também por se tratar de um tratamento de alto custo.