Nível de dificuldade: Difícil Dica do expert: A apresentação clínica supracitada é condizente com a neuropatia de Charcot. Segundo uma revisão da Revista Brasileira de Ortopedia (2020), essa neuropatia ocorre em torno da sexta década de vida, em pacientes com diagnóstico prévio de diabetes mellitus (DM) e obesidade associada. Os pacientes com DM descompensado tem um risco elevado de alteração da sensibilidade de extremidades. Isso ocorre, pois há acometimento das fibras nervosas periféricas somáticas e autossômicas, alterando a sensibilidade protetora e a propriocepção, fato que torna esses pacientes mais susceptíveis a traumas imperceptíveis e constantes nos pés. Em consonância, o diabetes também gera alterações vasculares, diminuindo o suprimento sanguíneo, o que torna a cicatrização dessas áreas também prejudicada, justificando, assim, a formação de feridas e úlceras crônicas. Esses traumas repetitivos ocasionam uma degeneração articular progressiva, característica da neuropatia de Charcot. Logo, a apresentação clínica característica é de um paciente que apresenta fraturas, subluxações e deformidades osteoarticulares, associadas a úlceras de difícil tratamento. Alternativa A: INCORRETA. Lisfranc é o nome dado ao complexo articular tarsometatársico, região que é denominada complexo, pois possui cinco articulações que ligam o antepé e o médio-pé (Revista Brasileira de Ortopedia, 2012). Alternativa B: CORRETA. Vide dica do expert. Alternativa C: INCORRETA. Chopart não denomina uma neuropatia, mas a localização da articulação mediotársica, esta que consiste das articulações talonavicular e calcaneocubóidea. É um local frequente de amputações quando o objetivo é a desarticulação no nível médio-társico para preservar a mobilidade do tornozelo (Revista Brasileira de Ortopedia, 2019). Alternativa D: INCORRETA. A classificação de Wagner era bastante utilizada para caracterizar as úlceras de pacientes com pé diabético, sendo ela: 0- pé de risco, ausência de úlcera; 1- úlcera superficial; 2- úlcera profunda; 3- envolvimento ósseo; 4- gangrena parcial; 5- gangrena completa. Contudo, as novas diretrizes para Problemas do Pé Diabético do Nice (2015), recomendam ainda a não utilização do Sistema de Classificação de Wagner, visto que esse sistema passou a ser considerado menos útil clinicamente para gradação da severidade de úlceras. Resposta correta: Alternativa B
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